Essas coisas de mulher que me invadem. Me fazem poder no mesmo passo querer dar-me à você por inteiro e no momento mais próximo te privar do direito de me amar e me ter inteira de amor por ti. Não vou deixar nunca de ser uma mulher imerecível. Inspiração precoce de toda uma gama de poetas de uma geração anônima. Geração essa que te abriga. E nos une como modelo e pintor, pais de frutos tantos por aí.
Palavras quaisquer me fazem lembrar que podes no instante agora pressentir o esboço da silhueta de outra. Num desenho à lápis, feito como o meu. E isso me fere fundo a alma vaidosa. E o corpo, de quem dia a dia o tempo me rouba a essência melíflua que serve-me hoje de garantia de desaproximação da solidão. Me dizendo cálida e taciturna que para mulheres como eu há sempre amores com promessas futuras de desejo eterno e compreensão.